Inspiração 1 

O VALOR DE UM SORRISO

Os programas de pegadinhas tornaram-se uma praga na televisão brasileira, embora ninguém sabe ao certo por intermédio de quem nos “infectaram”. Dos mais singelos e naturais aos forçados e apelativos, percebe-se que agora todos os usam como uma forma
controvertida de atrair audiência.

O que poucos sabem é que Allen Funt foi o criador do primeiro programa de pegadinhas ainda hoje conhecido nos EUA como “Candid Camera”.

Segundo um de seus biógrafos, Funt que morreu em 1999, acreditava piamente que, em meio a tantos motivos para ser triste, há um inestimável valor em um sorriso espontâneo e sincero.

A “evolução” das pegadinhas ensina-nos algumas lições. Primeiramente, uma boa idéia pode descambar em desdobramentos indesejáveis. O sorriso hoje provocado pelas pegadinhas já não é ingênuo.

Envolve situações maliciosas, visivelmente forjadas para ridicularizar os desavisados e provocar gargalhadas às custas da falta de respeito ao ser humano. São sustos em pessoas idosas, discriminação explícita de quem é pobre, feio ou negro e exposição depreciativa do corpo feminino, entre outros.

A alegria espontânea também anda escassa e é substituída por uma alegria impostora e passageira. Observar o inusitado e o inesperado nas reações do ser humano submetido involuntariamente a surpresas, deveria ser uma oportunidade ímpar, bem humorada e criativa de observar a natureza rica e diversa das pessoas, mas o que se observa é o oposto de tudo isto.

O que se vê hoje é a manipulação explícita, visando exclusivamente algumas expressões e reações já previamente formatadas, preferencialmente aquelas que espelham o que há de pior na humanidade.

Tudo muito plástico e artificial. Tudo muito sem graça.

A vida é por demais curta e fugaz para ser levada com mau humor, mesmo com muitos motivos para tristezas, decepções e problemas. No entanto, é por demais longa para ser desperdiçada numa alegria superficial e tola.

Quando o apóstolo Paulo estava preso em uma cela romana, escreveu uma carta à igreja em Filipos – Turquia de hoje – em que indicava repetidamente: “alegrem-se, alegrem-se”. As circunstâncias em que estava não eram nada favoráveis, mas a disposição de encontrar motivos de alegria e de revelar o valor de um sorriso era muito forte e palpável.

A vida, com ou sem montagem, é cheia de pegadinhas. Umas são cruéis, outras mais suaves. Saber enfrentar com coragem e paciência as primeiras, e com bom humor e criatividade as últimas, talvez seja um dos segredos dos sábios.

Hoje, não leve tudo tão a sério. Relaxe e veja motivos de alegrar-se mesmo em circunstâncias difíceis. Não se trata de ter um ‘complexo de Cinderela’, mas de entender que depois de uma noite de tempestade, haverá um sol nascente de esperança. O que é o fim para a borboleta é o começo para a lagarta.

Alegre-se na oportunidade de estar vivo. Possivelmente, esta disposição levará você a descobrir que um sorriso é valioso e curtir o que há de melhor na vida é reconhecer que a vida é bela.

Com carinho,
Pastor Robinson

 

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