Inspiração 1 

TECNOLOGIA PARA O ANTICRISTO??

É possível, economiza dinheiro, aumenta a "segurança" e é bom para todos - e depois...?
Transmissores nos sucrilhos
"Em breve, surgirá uma internet de trilhões de partes", assegura Kevin Ashton, diretor do Auto-ID Center no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Entre os noventa patrocinadores da sua fábrica de idéias estão a Kellog's e a Kodak, o Metro e o WalMart, a Coca e a Pepsi, a Gillette e a Nestlé, a Intel, a SAP e a IBM. Os ilustres parceiros pediram a Ashton que desenvolvesse sistemas para incluir "absolutamente todas as coisas na rede" com a ajuda de chips transmissores. Seus colaboradores entendem isso literalmente: "Com 54 bits podemos numerar qualquer grão de arroz produzido no mundo", calcula um deles, "com 138 bits, todas as moléculas na superfície da terra".
Prateleiras de supermercados com transmissores especiais, que já estão sendo testadas na Grã-Bretanha, reconhecem as embalagens retiradas pelos clientes. "Caso sejam mais de três, uma câmara bate automaticamente uma foto e o pessoal da vigilância é avisado", declarou Paul Fox, o portavoz da Gillette. As prateleiras inteligentes já estão sendo testadas também em outros países, criando uma rede de comunicação que inclui sucrilhos, xampús e queijos.
Apenas a indústria americana poderia economizar setenta bilhões de dólares através da chamada "Radio Frequency Identification" (RFID), acredita Paul Fox. "Atualmente, esse valor é perdido, quer seja através de roubos nos supermercados, ou porque os produtos não foram supridos a tempo ou encomendados erradamente".
Como a IBM demonstrou na CeBIT (a maior feira de informática do mundo) em Hannover (Alemanha), um portal receptor pode identificar automaticamente os produtos nos carrinhos de compras e debitar seu valor no cartão do cliente. A Visa, a Mastercard e a American Express já estão testando o sistema.
Os defensores da privacidade estão observando a ofensiva dos chips com cautela. "O que acontecerá com todas essas informações quando sairmos da loja", preocupa-se Katherine Alrecht, doutoranda em Harvard e fundadora da Caspian, uma organização de defesa dos consumidores. "Imagine entrar numa loja que tenha esses equipamentos de identificação, capazes de se lembrarem das minhas roupas e de mim desde a última compra. Acontecerá o mesmo que no filme "Minority Report - A Nova lei" - qualquer monitor me reconhecerá..."
O medo da internet, de cartões de crédito, de sistemas de captura de dados ou do número 666 em placas de automóveis ou casas não tem razão de ser. Não precisamos temer, pois a tecnologia moderna passará a ser uma ameaça apenas quando utilizada pelo Anticristo (como mostra Apocalipse 13). A Igreja será arrebatada antes que isso aconteça: "...eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro..." (Ap 3.10). Como cristãos, deveríamos aproveitar as oportunidades atuais oferecidas pela tecnologia para alcançar o maior número possível de pessoas com o Evangelho!
Entretanto, o futuro anticristão está sendo preparado. Nosso mundo nunca viu avanços tecnológicos tão acelerados como os atuais. O que parecia inimaginável quando o Apocalipse foi escrito, o que todos consideravam impossível durante séculos, o que quase ninguém acreditava há poucas décadas, tornou-se real atualmente. Está em desenvolvimento cada vez mais rápido, eficiente e prático a tecnologia que servirá ao Anticristo. Tudo será interligado em rede, desde as embalagens nos supermercados até os meios de transporte. Nada permanecerá escondido; qualquer coisa poderá ser localizada e controlada. O tempo em que os homens aceitarão o sinal da besta sobre a mão ou a fronte será apenas o clímax de um longo desenvolvimento.
Pelo fato do Apocalipse ter sido inspirado por Deus (veja Ap 1.1), ele é absolutamente verdadeiro. Nossos olhos devem se voltar para o alto, pois também o acelerado avanço tecnológico nos mostra que o cumprimento das últimas coisas se aproxima e que a volta de Jesus para Sua Igreja pode ocorrer a qualquer momento. Lemos em Apocalipse 13.16-18: "A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja da
da certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis".
(Norbert Lieth)
Chamada da Meia-Noite, setembro de 2003

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